Omolú


Antes de falarmos especificamente de nosso pai Omolú, convém esclarecer de inicio que a vida e a morte constituem um único ciclo da vida, no qual o nascimento corresponde a entrada na vida material e a morte a entrada na vida espiritual.

Com isso em mente, temos que Omolú é o Orixá responsável pelo nosso corpo, quando o espírito se desprende dele. Ele nos guarda até que sejamos chamados pelo nosso Pai Olorum.

É certo que o que chamamos de morte, na verdade é uma dissolução progressiva do individuo, que, ao desencarnar, se defronta com uma zona de transição entre o mundo material e o mundo astral.

Neste meio tempo, entramos em um túnel escuro, possível de ser atravessado em frações de segundo, mais com várias portas, onde entre elas está a porta de entrada para o astral superior, que conduz a zona de repouso e regeneração, e outras para entrada nas zonas trevosas do astral inferior.

Se formos merecedores, passaremos rapidamente por este túnel, após enxergarmos nossas idéias, preconceitos, crenças, onde tudo passará como um filme, caso contrário iremos para outros locais de acordo com o nosso merecimento.

E caso esse seja nosso destino (em virtude de nossas atitudes) seremos coordenados por nosso pai Omolú.

Omolú é o senhor dos mortos, seu campo de força é o cemitério.

Por ser o senhor da morte, nosso pai Omolú sempre foi temido. Contudo, após conhecermos sua função, podemos dizer que é um dos Orixás mais amorosos. É verdade que ele não é de brincadeira, todavia, recebe a todos sem qualquer distinção e cuida daqueles que caíram para que possa entender os designos de Olorum e voltar a evoluir, oportunidade em que esse deixa seus domínios.

Omolú é o chefe de todos os executores da lei dentro da linha das Almas.

Na Umbanda Omolú é o Orixá que tem o recurso de paralisar todo processo criativo ou gerativo que se desvirtua, se degenera se desequilibra ou fica negativo.

Esse Orixá é o responsável pelo desencarne. Omolú conduz cada um ao lugar de seu merecimento.

Omolú é o pólo negativo do trono da geração, sendo ativo, absorvente e paralisador da criatividade desvirtuada e da geração desequilibrada ou degenerada.

Alguns poderiam dizer que Iemanjá e Omolú são Orixás opostos, todavia, são complementares, já que ela é a regente pelo equilíbrio na Criação Divina.

Isto porque, o fator paralisador de Omolú é fundamental para o equilíbrio da vida, pois onde acontecer uma geração ou criação desvirtuada ou desvirtuadora, ele paralisa tudo e esgota a energia caótica.

O magnetismo de Omolú é absorvente e suas ondas são alternadas.

Omolú paralisa quem atenta contra a vida.

Na numerologia, Omolú é o número 12. Os filhos de Omolú são regidos pelo planeta Plutão.

Omolú é telúrico-temporal.

Omolú é o guardião da vida, rigoroso, mas compreensivo, ainda que não o demonstre.

Os filhos de Omolú são ranzinzas, turrões, inflexíveis, autoritários, inamovíveis nos seus princípios, aziagos nos seus relacionamentos, são ótimos mestres e instrutores, pois são muito organizados em tudo o que fazem levando suas empreitadas até o fim, sem se importar com o preço a ser pago. Geralmente são magros e de traços, físicos bem definidos.

Os filhos de Omolú no positivo são alegres, reservados, resolutos, observadores, perspicazes e orientadores.

Os filhos de Omolú no negativo são perigosos, violentos, intolerantes, cruéis e insensíveis a dor alheia.

Os filhos de Omolú apreciam a vida errante, o trabalho descompromissado, o ensino, o misticismo, a magia e as coisas religiosas, roupas discretas, mas bem alinhadas, a boa mesa e companhias inteligentes.

Os filhos de Omolú não apreciam o trabalho pacato, roupas aberrantes, pessoas sonsas e descomprometidas, lugares barulhentos.

Oferendas para Omolú:
- Toalhas ou panos Roxo;
- Velas roxa;
- Flores: crisântemos, flores do campo, rosas branca;
- Frutas: maracujá, ameixa preta, ingá e figo;
- Bebidas: água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã.




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